quarta-feira, 17 de julho de 2013
Projeto Minmus - Missão 007: Os primeiros saltos do Pinote I
Ano 1 - Dia 144
Severino é um piloto, e como todo piloto, gosta de voar. A chegada dos novos habitantes em Arcádia, quando ele pilotou o Porreta I e o Porretinha mais uma vez, só serviu para deixá-lo ainda mais inquieto. Por isso, ele não perdeu tempo em aprender os controles do veículo exploratório de baixa gravidade, o Pinote I.
Severino desatraca o veículo da base. O Pinote I é uma nave individual movida apenas por propulsão RCS, sem nenhum tipo de combustão.
O kerbonauta pousa o veículo a alguns metros de Arcádia, para uma última inspeção antes de seu primeiro passeio. Com os trens de pouso, o Pinote pode servir também como um veículo de solo, uma espécie de trenó impulsionado por jatos de monopropelente.
Com todos os sistemas em ordem, o piloto decola, dando meia volta para conferir a visão da pase de dentro da pequena cabine. Dizem que o Pinote tem monopropelente suficiente para uma volta ao redor de Minmus, e talvez até para entrar em uma órbita baixa, mas não deve ser muito agradável ficar longos períodos nesse espaço apertado. Isso não é problema para Severino, que já passou 5 dias a bordo da cápsula ainda menor do Saci I.
O Pinote dá adeus a Arcádia e começa a ganhar altitude.
O primeiro alvo de Severino é a pequena colina visível da base.
Cuidadosamente, ele pousa o Pinote no topo da elevação.
Daqui Arcádia já não é mais visível, escondida abaixo do horizonte. Por isso, ele dá ao lugar o nome de "Colina da Solidão".
De volta ao Pinote I, ele segue para a próxima elevação.
Com o freio de mão puxado, o kerbonauta desce da nave para apreciar a vista.
Ao longe, o seu lar: Kerbin. Emocionado, Severino resolve batizar o lugar de "Colina da Contemplação".
O próximo alvo de Severino é o enorme platô a sudeste da base. Essa elevação é tão alta que é visível de Arcádia, mesmo com sua base abaixo do horizonte.
O Pinote se aproxima do topo.
A visão de Severino da cabine. Ele pousa no platô, que resolve chamar de "Chapada da Superioridade", explicando aos colegas na base que se sentia "no topo do mundo". Mais tarde ele corrigiria essa afirmação, após visitar a região que batizou de "Monte da Invencibilidade".
Preocupados com o crescimento exponencial do ego do piloto, os colegas o chamam de volta à base. Severino retorna com o Pinote à "baía" do "Mar da Abundância" onde fica Arcádia. Nesse momento, ocorre uma emergência: os sistemas do Pinote não respondem, e Severino não tem controle nenhum da nave, que se desloca a mais de 90 m/s rumo à planície de sal.
Felizmente, o pânico só dura alguns minutos. Severino desliga todos os sistemas e reinicia o Pinote, assumindo o controle a cerca de 30 m do chão. Rapidamente, ele impele o veículo para cima, mas só consegue reduzir a velocidade da queda. O problema é que o Pinote não está se deslocando para frente, e sim em diagonal para a esquerda, e o pouso ocorre em um ângulo que quase lança o veículo em uma série mortal de cambalhotas.
É a baixa gravidade de Minmus que salva Severino, garantindo-lhe tempo suficiente para endireitar o Pinote. Ainda assim, o veículo pousa de lado, aos trancos. Felizmente os trens de pouso não são danificados, e Severino seque o resto do caminho sem tirar as rodas do solo.
Finalmente ele alcança a base, e pousa o Pinote na plataforma acima do módulo de extração.
É hora de reabastecer o veículo, convertendo ketano em monopropelente. Severino gastou cerca de dois terços da reserva do Pinote I nessa pequena viagem. Ele ainda precisa aprender a pilotar o veículo de modo mais econômico.
Abaixo, um mapa do percurso do Pinote I, como os locais que Severino visitou:
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