segunda-feira, 1 de julho de 2013
Projeto Minmus - Missão 001: Uma sonda superfaturada
Ano 1 - Dia 112
Mal o hotel em Pasárgada começou a dar lucro, e o doutor Kerbraga já começou a pensar em maneiras de gastar todo aquele dinheiro. Não ajudou o fato de que a análise dos dados do Kerbuleco III havia apontado a existência de enormes reservas de ketano em Minmus. De fato, a pequena lua tinha tanto ketano que o professor Kersilva teorizou que a sua superfície deveria estar coberta de sais impregnados da substância verde, e daí a coloração azul turquesa.
Dada a disponibilidade dessa valiosa substância, que podia ser facilmente convertida em combustível de foguete, ficou decidido que uma base seria estabelecida em Minmus, a fim de fornecer combustível para futuras viagens a outros planetas. Era um bom plano, até porque a baixa gravidade da lua permitia que o combustível fosse levado a naves em órbita com baixo custo.
Foi construído então o Hecatombe I, um enorme foguete de dois estágios, sendo o segundo composto por quatro motores nucleares. Esse foguete, o maior já construído pelo centro espacial kerbrasileiro, foi duramente criticado pela imprensa, porque muitos analistas achavam que um foguete menor e mais barato daria conta do recado.
Mas era preciso um foguete capaz de carregar cargas pesadas, já que o mesmo modelo seria usado para enviar as partes da base. Nesta primeira missão, o Hecatombe I estaria levando apenas uma sonda, ainda que fosse a sonda mais pesada já feita pela equipe do doutor Kerbraga.
A ascensão do Hecatombe I ocorre sem incidentes. O foguete não é muito estável, e oscila bastante, mas como é dividido em apenas dois estágios, é mais estruturalmente sólido, ainda que isso resulte em uma perda de eficiência.
Fora da atmosfera o casulo se abre revelando a sonda Turquesa I.
O segundo estágio se separa em órbita, e prepara-se para acelerar em direção a Minmus, enquanto o foguete cai de volta ao planeta.
O Hecatombe I desce em direção à superfície. O doutor decidiu testar um pouso em terra firme, o que acabou se mostrando uma má ideia, porque os paraquedas foram insuficientes e o impacto com o solo partiu a nave em dezoito pedaços. Com tanto desperdício, reclamou o sub-chefe do programa, o dinheiro do hotel não duraria muito.
Após horas de viagem, o segundo estágio é capturado pela fraca gravidade de Minmus.
A Turquesa I se separa do foguete.
A sonda desce rumo à superfície. A Turquesa I é maior e mais pesada que as outras sondas, porque contém um tanque de combustível dezenas de vezes maior que o necessário, além de um gerador de eletricidade movido a ketano. Esse equipamento, apesar de inútil para uma sonda, será valioso para a futura base, que será montada ao redor da Turquesa I.
A Turquesa I pousa suavemente em uma das planícies de sal. Nessa região foi detectado o maior depósito de ketano do sistema de Kerbin, debaixo da camada de sal. Assim, o depósito ficou conhecido como o "Pré-Sal".
Como a missão já havia tido muito desperdício, ficou decidido que o segundo estágio do Hecatombe I não seria destruído como de costume.
Com metade de seu tanque ainda cheio de combustível, a nave pousa a uma distância segura do local da futura base. Caso os motores nucleares sejam destruídos, não seria bom contaminar uma área que seria habitada.
Assim, a uma distância de pouco mais de 70 km da Turquesa I e em um local sem ketano disponível, o foguete poderá servir como uma reserva de combustível de emergência.
Assinar:
Postar comentários (Atom)












caraaaa, nao para de atualizar esse blog, voce eh incrivel hahaha, jah sou fan numero 1 !
ResponderExcluirHehe, e eu achava que não tinha ninguém lendo!
ResponderExcluir