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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Desbravando Duna - Missão 001 (parte 10): Uma caminhada no deserto vermelho


Ano 2 - Dia 15


Outra longa noite se passa na superfície de Duna. Tony e Teodorico descansam nas apertadas acomodações do Marrento I, mas logo chegará o dia e eles poderão esticar um pouco as perninhas.


Kerbol nasce, distante e alaranjado, sobre o horizonte desértico de Duna. Assim que a NKI Hiperbólica aparecer também no horizonte, e as comunicações com Kerbin voltarem a ser estabelecidas, nossos intrépidos exploradores sairão para mais um dia de, bem, exploração.


No mapa infográfico tridimensional de última geração vocês podem conferir a posição da nave em relação ao módulo de pouso. Tudo está no lugar. A aventura pode recomeçar.


Tony e Teodorico vestem seus trajes espaciais e descem as escadas do módulo de pouso. A tarefa de hoje é estudar as formações geológicas na região em torno do Marrento I, procurando por indícios de presença de água no passado remoto do planeta.


Os dois começam a caminhada. Rapidamente Tony se adianta e se distancia do colega menos atlético. Ao que parece, o milionário sempre gostou de correr, e manteve o costume dos exercícios matinais dando trezentas voltas por dia no habitat em forma de rosquinha da nave, durante a viagem.


Logo eles chegam à primeira rocha. Nenhum dos dois entende nada de geologia, e muito menos de Dunologia, mas os capacetes têm câmeras que transmitem tudo para Ariana Kerlemos, a bordo da Hiperbólica. A cientista orienta e diz a eles que sinais devem procurar.


Os dois continuam a subida. O Marrento I pousou em uma área plana cercada por colinas, e para todos os lados o caminho é meio íngreme. A baixa gravidade é enganosa, porque dá a sensação de que a caminhada é leve, mas é cansativa por causa do peso do equipamento espacial.


A dupla chega ao topo da colina, para conferir a vista. Eles não podem prosseguir mais, porque o protocolo da missão exige que permaneçam dentro do alcance do retransmissor do módulo de pouso, o que quer dizer que não podem se afastar mais do que 2,2 km do Marrento I.


Tony e Teodorico apreciam a vista. O milionário acha tudo o máximo, mas o outro kerbonauta está desapontado por ter andado tanto pra ver uma vista que é essencialmente a mesma da que teria da janela do módulo.


Hora de voltar. Mais uma vez, Ted fica para trás e corre para tentar alcançar o destemido líder da missão.


Meia hora depois a dupla chega no módulo de pouso, onde poderão descansar, tomar um banho de esponja e comer um café da manhã reidratado. Existe vida em Duna, pensa Ted, mas ela é bem dura.

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