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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Iniciativa Eve - Missão 002 (parte 2): A chegada do Insustentável II


Ano 1 - Dia 353

O Insustentável II finalmente se aproxima de Eve, chegando ao seu destino muito antes do Insustentável I. Isso acontece, evidentemente, porque o planeta violeta é muito mais próximo de Kerbin que Jool e sua lua Laythe, para onde vai a outra nave.


Uma pequena correção de curso é necessária. O objetivo é colocar a trajetória da nave em uma aproximação máxima de 70 km da superfície de Eve, onde irá aerofrenar na atmosfera para a captura na órbita do planeta.


Algumas horas depois da manobra, Eve fica bem visível nas câmeras da sonda não-tripulada.


Poucos tempo depois é hora de retrair os frágeis painéis solares para a entrada na densa atmosfera.


A base da antiga cápsula do Hecatombe Id serve como escudo de calor. O atrito com o ar de Eve começa a diminuir a velocidade da nave, permitindo sua captura na órbita do planeta.


O ponto mais baixo da trajetória gera pouco calor, ao contrário de um verdadeiro pouso. Mas é suficiente para frear em muito a nave, expondo sua estrutura a forças que poderiam despedaçar um veículo mais frágil.


Já fora da atmosfera, o Insustentável II chega ao ponto mais alto da sua nova órbita. Ali é preciso fazer alguns ajustes, colocando o periapse de 70 km para 80 km de altura. Assim, nas próximas passagens pela atmosfera de Eve, a nave não será freada com tanta força, já que nessa altitude o ar é mais rarefeito. Isso é importante, porque a nave já perdeu grande parte da sua velocidade original, e submetida de novo à mesma aerofrenagem cairia na superfície.

 
Com mais meia dúzia de passagens pela atmosfera do planeta, a nave consegue reduzir a sua trajetória a uma órbita quase circular, economizando muito combustível. Com algumas pequenas manobras, o Insustentável II chega à órbita final de 120 km de altura, onde ficará o reservatório orbital de combustível que aqui será conhecido como "Posto Eve I".


O Insustentável II se destaca da nave, deixando para trás o Hecatombe I e o tanque orbital.


Com seus quatro motores agora ativos, a sonda começa a descida rumo ao planeta. O doutor Kerbraga está ansioso por revelar ao público a sonda experimental secreta escondida dentro do casulo.


A sonda chega aos limites da atmosfera de Eve. A partir daqui o atrito só irá aumentar.


O ponto mais quente da reentrada chega quase ao limite suportado pelo casulo protetor.


O atrito reduz a velocidade da sonda a um ponto em que o calor gerado já não é tão grande, e o casulo é finalmente ejetado.


Ainda não dá pra ver muito bem a natureza dessa sonda experimental, mesmo quando os paraquedas são acionados e o Insustentável II é ejetado e cai em direção à superfície.


A 500 m do solo os paraquedas se abrem completamente. Já podemos ver com mais nitidez a sonda, que parece ter um tipo de hélice. Isso não chega a ser uma tecnologia muito nova... Será que os engenheiros pensam em reduzir o calor escaldante de Eve com um ventilador?

 
A sonda termina sua descida suave, e pousa logo ao lado de um pedaço do Insustentável II, que havia colidido com o solo no que o pessoal do centro espacial chama de "litofrenagem".


E é aí que o propósito da sonda fica claro, quando ela começa a inflar um balão. A sonda, que os meus contatos no centro dizem chamar "Leveza II", é um dirigível!


A Leveza II tem esse nome porque a Leveza I foi lançada antes a bordo do Insustentável I, mas ainda está no meio do caminho para Laythe. No caso de Eve, um dirigível é uma ótima solução para um ambiente com uma atmosfera tão densa.

 
A sonda é produzida com equipamento terceirizado, criado pelos "Laboratórios Hooligan". São peças de primeiríssima qualidade, apesar de que não é difícil fazer um balão flutuar em Eve.

 
Mas o Leveza II não está lá só para apreciar a vista. O nariz do dirigível robô está equipado com um poderoso detector de ketano. Sua missão será encontrar uma região plana com concentrações do maravilhoso gás, onde futuramente uma base poderá ser instalada.


As primeiras descobertas da sonda, no entanto, são apenas os pedaços de seu casulo protetor.


A nave prossegue pelo deserto escaldante e cor-de-rosa. A planície é boa para uma base, mas não contém sequer um traço de ketano.

 
Após um dia infrutífero de exploração, o dirigível desce para o pouso.


Sua busca continuará no dia seguinte. O problema maior não é o pôr do sol, já que a nave é energizada por isótopos radioativos e não depende da energia solar para mover sua hélice elétrica. É antes uma questão de comunicação, já que a sonda ficará fora do alcance do satélite e do Posto Minmus I.

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