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sábado, 24 de agosto de 2013

Desbravando Duna - Missão 001 (parte 6): A chegada



Ano 2 - Dia 2


Bem que o pessoal do centro espacial tentou, mas o planejamento de coincidir a chegada da NKI Hiperbólica a Duna com o aniversário de 1 ano do programa espacial kerbrasileiro acabou errando por pouco. Já é o segundo dia do ano novo quando a nave entra na esfera de influência do planeta vermelho.


Uma pequena correção de curso acaba sendo necessária, porque os engenheiros calculam que Ike iria entrar na frente da trajetória da Hiperbólica. É preciso desviar, como um carro em alta velocidade que desvia de uma vaca atravessando a estrada. Mas nesse caso a vaca é redonda, gigante e feita de pedra, o que é muito pior.


Enquanto a nave se aproxima do sistema Duniano, os tripulantes aguardam tensos a confirmação de que conseguiram evitar o impacto com a lua. Em Kerbin, por outro lado, os funcionários do centro comemoram e trocam recordações sobre o ano que se passou. Que ano foi esse! O programa conseguiu colocar uma estação espacial para funcionar, fez uma visita a Mun, montou uma base permanente em Minmus e enviou várias sondas para Eve, entre outras realizações. Poesias épicas serão escritas sobre os heróis envolvidos, filmes serão feitos sobre as missões, e comissões parlamentares de inquérito debaterão por décadas as irregularidades no financiamento do programa!


E tudo parece correr muito bem, porque fica evidente que a Hiperbólica errara Ike por algumas dezenas de quilômetros, e nem se desviou muito do seu trajeto original.


No ponto de maior aproximação da lua, Ariana Kerlemos, a cientista da tripulação, aproveita para fazer algumas observações. Ela está muito decepcionada porque a missão não irá envolver uma visita ao único satélite de Duna, mas entende que o planeta deveria mesmo ser o prato principal.


Aqui está a vista da cabine do piloto, que foi gentilmente cedida a Ariana durante a passagem por Ike. 


Passado o breve encontro com a lua, é hora de fazer a última correção de curso. Como a atmosfera de Duna é muito tênue, é preciso entrar bem fundo nela para a aerofrenagem.


O momento mais tenso da missão se aproxima. Será que o escudo de calor irá resistir ao atrito? Será que a estrutura da nave resistirá às forças envolvidas? Será que o ângulo de entrada está correto, ou a nave irá cair no planeta?


Em preparação para o mergulho na atmosfera, é hora de retrair os painéis solares. Daqui a nave irá operar apenas com a energia de suas baterias.


Pouco antes da entrada, a tensão chega a níveis inimagináveis. Três tripulantes já desmaiaram, mas não divulgaremos os nomes para não constrangê-los.


Por sorte, o piloto Basílio Kerbamaral não é um desses kerbonautas com propensão ao fácil desfalecimento, e continua alerta durante toda a manobra.


No ponto mais baixo da trajetória, não chega a haver o tipo de efeito atmosférico que normalmente vemos nas reentradas em Kerbin. A aerofrenagem é até suave, e o escudo de calor não se aquece tanto. Chega a ser um anticlímax.


Pouco depois a nave deixa a atmosfera. É hora de verificar se a manobra foi um sucesso.


A trajetória final não é tão boa quanto o planejado, mas pelo menos a nave conseguiu ser capturada pela gravidade de Duna. A má notícia é que será preciso mais uma passagem pela atmosfera para reduzir a excentricidade da órbita, economizando assim mais um pouco de combustível.

Um comentário:

  1. É preciso desviar, como um carro em alta velocidade que desvia de uma vaca atravessando a estrada.
    hahaha mto bom =)

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