Ano 1 - Dia 40
Conheçam o Flecha II! Como talvez se lembrem, o doutor Kerbraga prometeu ao cientista chefe do programa espacial kerbrasileiro, o professor Kersilva, uma missão exploratória à segunda e mais distante lua de Kerbin, Minmus. O Flecha II é o foguete que levará o pequeno satélite Kerbuleco III até a órbita da luazinha azul turquesa.
Lançamento! Quatro "boosters" de combustível líquido ajudam o Flecha II a ganhar velocidade rapidamente.
Aos 24 Km de altitude os "boosters" são ejetados e o segundo estágio empurra a cápsula até o limiar da atmosfera de Kerbin.
A cerca de 68 Km de altitude o segundo estágio se desacopla e cai em direção ao oceano, enquanto o motor nuclear do terceiro estágio é acionado e coloca a cápsula em órbita. Na imagem acima, o foguete já começa a sua aceleração em direção ao encontro com Minmus, que pode ser vista próxima ao centro da tela como um pontinho branco menor, porém mais nítido que as estrelas.
Após 9 horas de viagem o Flecha II se encontra no meio da trajetória entre Minmus e Kerbin. Aqui vocês podem ver a pequena lua com um pouco mais de detalhes. É nesse ponto que a cápsula se abre, de modo que as peças descartadas permaneçam em uma trajetória de impacto com a lua e não ofereçam perigo a futuras missões.
Algumas horas mais tarde, agora bem mais próximo da lua, o Flecha II volta a acelerar, de modo a evitar o impacto com Minmus. O plano é passar "de raspão" a cerca de 200 Km de distância da lua, para desacelerar e permitir a captura em uma órbita.
É nesse ponto, a 200 Km da superfície estranha de Minmus, que o motor atômico é acionado, primeiro para atingir a órbita desejada, e em seguida para mudar a inclinação da órbita em relação ao equador da lua. O professor Kersilva deseja uma inclinação de pelo menos 80º, que permitirá ao satélite escanear a maior parte da superfície de Minmus em busca de traços de gás ketano.
Completada a missão do Flecha II, o foguete libera o Kerbuleco III.
Em seguida, o Flecha II desacelera para cair em Minmus.
Confiram os últimos momentos do confiável foguete, antes de ele se espatifar numa praia de um dos estranhos "mares congelados" de Minmus.
Voltemos à órbita: vejam esta bela imagem do satélite Kerbuleco III, agora com seus painéis solares e antenas desdobrados. O Kerbuleco III possui uma câmera um pouco melhor do que a que foi instalada no Kerbuleco I, e investigará não apenas a superfície de Minmus, como também tentará captar imagens de outros planetas.
Um close-up de uma região de Minmus. A parte mais escura é um dos "mares congelados". A teoria corrente é de que não poderia ser gelo, já que a essa distância de Kerbol, o sol de Kerbin, o gelo derreteria e se evaporaria no vácuo, produzindo uma atmosfera que a pequena gravidade de Minmus não poderia manter. O professor Kersilva teoriza que poderiam ser grandes depósitos de sais, e acha que podem conter uma grande quantidade de gás ketano.
Outra bela imagem obtida pelo telescópio do Kerbuleco III, capturando Kerbin e sua lua principal Mun. Pena que nesta posição só possamos ver o lado escuro dos dois "colegas" de Minmus.
Por fim, para demonstrar a capacidade da nova câmera, o professor Kersilva consegue esta fantástica imagem do planeta Duna e seu satélite Ike. Não é tão incrível assim, já que naquele momento Duna era o planeta mais próximo de Kerbin, mas mesmo assim ainda é muito, muito, muito mais distante do que Minmus.















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