Ano 1 - Dia 91
É um momento dramático para a exploração espacial kerbrasileira. A crise econômica mundial ameaça afetar o país e o governo já fala de cortes de gastos, colocando a empreitada do doutor Kerbraga a perigo.
Mas o doutor Kerbraga tem um sonho: colocar em órbita a primeira estação espacial kerbrasileira, chamada Pasárgada. E para realizar o seu sonho ele está disposto a fazer concessões, como vender metade da futura estação para o setor privado. Com os investimentos de uma grande empresa chamada Fundação Praxis, que planeja usar a sua metade da estação como um hotel de luxo para turistas espaciais, o doutor consegue colcoar seus planos em prática.
A estação foi construída em módulos, que precisam ser encaixados uns nos outros em órbita. Além disso, um novo foguete, feito de materiais mais baratos, foi projetado para carregar as partes da estação. O foguete, batizado de Corisco III, é maior e mais potente que as versões anteriores, mas não tem nem pintura.
O primeiro módulo a ser lançado é o núcleo central da estação. Junto com ele foram os dois módulos de atracamento de naves, que são tão leves que nem mereciam um lançamento só pra eles. Os módulos são esses dois estranhos tubos dos lados do foguete.
Já fora da atmosfera, como sempre, o casulo é aberto e os painéis solares do foguete são estendidos.
No centro de controle remoto, a equipe do doutor Kerbraga comanda os módulos de atracamento para acoplá-los ao núcleo da estação, já liberado do foguete, que retorna à atmosfera.O alinhamento dos módulos deixa muito a desejar, no entanto.
Após mais algumas tentativas, a equipe consegue encaixar as partes na posição correta. O núcleo é basicamente uma peça estrutural, com algumas baterias, pequenos painéis fotovoltaicos. O elemento mais importante dessa parte da estação são os tanques de oxigênio e o sistema de reciclagem atmosférica a base de algas.
O segundo foguete é lançado do centro espacial, carregando o módulo de comando. É um lançamento noturno, e infelizmente o Corisco III foi econômico também no quesito iluminação.
Fora da atmosfera, o casulo protetor é ejetado, e o módulo de comando é revelado. Ele inclui, além de uma cabine (por enquanto não tripulada), um tanque de combustível e outro de monopropelente.
O Corisco II carrega sua carga rumo à estação.
Algumas correções de curso são necessárias para garantir o encontro com o núcleo, na órbita de 100 km de altitude.
O módulo de comando se destaca do foguete e prepara-se para se unir à estação.
Com o módulo acoplado, a estação começa a ganhar a sua forma final.
Enquanto isso, o Corisco II desacelera e retorna à atmosfera, caindo em direção ao oceano.
Com uma cabine pronta, a estação pode receber o seu primeiro ocupante. O kerbonauta escolhido para chefiar Pasárgada é ninguém menos que o Coronel Reinaldo Kersouza, que ficou se roendo de inveja dos kerbonautas que participaram da missão em Mun e foram recebidos com muita festa, fama, convites para talk-shows e contratos para filmes biográficos. O Coronel Reinaldo enfrentou
A Saci I, pilotada pelo Coronel Reinaldo, se aproxima de Pasárgada.
Já com a pequena nave acoplada à estação, Reinaldo inspeciona o estado dos módulos e adentra a cabine de comando.
Enquanto isso, um outro foguete Corisco III é lançado, carregando um dos dois "braços" da estação.
Como nos outros lançamentos, o casulo protetor é ejetado assim que o foguete ultrapassa os limites da atmosfera de Kerbin.
Dessa vez o lançamento foi perfeitamente sincronizado com a órbita de Pasárgada, e o Corisco III se aproxima da estação com algumas poucas manobras.
O módulo, que contém um laboratório de pesquisas em gravidade zero e as acomodações da futura tripulação, se desprende do foguete e se alinha à estação, tudo sob controle remoto.
Com o "braço" acoplado, falta apenas mais um módulo para completar Pasárgada.
Um quarto foguete Corisco III traz o outro "braço", que contém o Hotel Orbital Praxis. A campanha publicitária da empresa se gaba de que "os outros hotéis tem até cinco estrelas, mas o nosso tem muito mais".
Finalmente a estação está completa.
Pasárgada abre os seus grandes painéis solares e se prepara para receber a sua tripulação. Em Kerbin, o doutor Kerbraga tenta sem sucesso conter uma lágrima de emoção, ao ver o seu sonho realizado.
























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