sábado, 29 de junho de 2013
KerbrasNet - Missão 004: O vôo do Visionário
Ano 1 - Dia 97
Enquanto os tripulantes da Pasárgada testam o sistema de suporte vital da estação espacial - uma medida importante antes da chegada dos primeiros hóspedes - o centro de controle remoto se prepara para o lançamento de mais um satélite.
Mas esse não é um satélite qualquer. Trata-se do Visionário I, um telescópio mais potente e preciso do que o que foi instalado a bordo do Kerbuleco III. O foguete que o levará ao espaço será o já testado modelo "Flecha II", com o último estágio atômico.
O primeiro estágio se desconecta e o Flecha II acelera rumo aos limites da atmosfera de Kerbin.
Já em órbita, o segundo estágio se separa e retorna ao planeta. O casulo protetor se abre, revelando os instrumentos do telescópio. O Visionário I não irá se separar do foguete como os outros satélites, e o casulo só servia para proteger a parte mais delicada do equipamento.
O motor atômico é ligado e o Visionário I se prepara para deixar a órbita de Kerbin.
Em uma trajetória de escape que o levará para fora da esfera de influência do planeta, o Visionário I se despede de Kerbin. O plano é que o telescópio fique em uma órbita independente em torno do sol.
As primeiras imagens do telescópio começam a chegar. Pela primeira vez um equipamento kerbrasileiro consegue uma imagem de Jool, o maior planeta do sistema kerbolar, notável por suas variadas luas. Essa primeira imagem já se equipara às melhores fotografias conseguidas do planeta.
Mas o telescópio do Visionário é ainda mais potente do que isso, e seu poder só é limitado pela estabilidade e capacidade de "mira" da nave. Uma outra imagem de Jool dá uma amostra do poder do telescópio, mostrando mais nitidamente os padrões atmosféricos do gigante gasoso.
Mas o interesse dos astrônomos é a lua mais próxima do planeta, batizada séculos antes pelo famoso Kerbalileu de"Laythe". As imagens mais nítidas produzidas até hoje captavam um ponto azul liso, o que deu origem a teorias de uma lua coberta por um oceano de água mantida em estado líquido pelo núcleo derretido da lua, que por sua vez era mantido aquecido pela influência gravitacional de Jool. O doutor Kerbraga, é claro, achava isso um absurdo.
Mas a imagem seguinte não deixa dúvidas: Laythe é coberto por um oceano, e inclusive tem ilhas! A possibilidade de uma atmosfera respirável desperta especulações sobre a existência de vida extraterrestre, e coloca os engenheiros do centro espacial discutindo a possibilidade de futuras missões tripuladas e até de colonização da distante lua oceânica.
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