quarta-feira, 26 de junho de 2013
Projeto Mun - Missão 003: O jipe robô
Ano 1 - Dia 70
Com o sucesso da missão tripulada à lua, o doutor Kerbraga não perdeu tempo em planejar o próximo passo da exploração espacial kerbrasileira. Era preciso manter o interesse do público e da mídia nas aventuras do programa espacial, então uma nova missão deveria ser lançada logo.
Mas a crise econômica ameaçava o país, e já havia prejudicado a corrida espacial em outros lugares. Os kerbargentinos tinham cancelado a sua tentativa de pousar na lua, e os kerbaricanos haviam acabado de desativar a sua estação espacial por falta de financiamento. A próxima missão kerbrasileira não poderia ser tão cara quanto a missão do Arretado I.
Foi aí que entrou o doutor Jeremias Kruz, contratação mais recente do centro espacial e novo chefe do setor de engenharia. Jeremias era um apaixonado pela robótica, e sugeriu enviar um pequeno jipe robô para investigar uma anomalia detectada na superfície de Mun pelo Juca Kerreira, quando este orbitava a lua a bordo do módulo de comando do Arretado I. Assim, foi construído o foguete Corisco II, maior e mais potente que o seu predecessor, mas mais simples e mais barato que o foguete que transportou o Arretado I.
O lançamento do Corisco II procedeu sem incidentes, e os "boosters" do primeiro estágio foram ejetados.
Já fora da atmosfera de Kerbin, o casulo protetor se abre para revelar a sonda Kerbulamba II.
O segundo estágio se desprende, e o foguete se prepara para a inserção munar.
O segundo estágio, após a separação, desacelera e cai em direção ao oceano.
Enquanto isso, o foguete começa a queima que o levará em uma trajetória de interceptação em relação a Mun. Este último estágio não é um foguete nuclear, apenas um propulsor movido a combustível líquido. Não é tão eficiente, mas é mais barato.
O Corisco II desacelera para entrar na órbita munar.
Em uma órbita estável, o foguete libera a sua carga: a sonda Kerbulamba II, que carrega o jipe robô Kerbuloso I.
Concluído o trabalho do foguete, ele é deorbitado e despenca rumo à superfície munar.
A sonda começa a sua descida rumo à superfície. O alvo é um "artefato" detectado visualmente pelo Juca na missão anterior. Algo tão grande a ponto de ser visível a olho nu a uma altura de 60 Km deve ser bem interessante.
A poucos quilômetros de altura a forma da "anomalia" fica mais nítida. Trata-se de uma espécie de gigantesco "arco". Será uma formação natural? O doutor Kruz já se anima. Além de robôs, outra de suas paixões é a ficção científica, e ele já começa a imaginar histórias sobre antigos exploradores alienígenas que deixaram esculturas para os kerbals.
O "arco munar" fica bem na borda de uma das maiores crateras de Mun. O pouso da Kerbulamba II ocorre a alguns quilômetros de distância do arco, no terreno íngreme da periferia da cratera.
O Kerbuloso I finalmente se desprende da sonda, e o doutor Kruz testa remotamente os sistemas do jipe robô.
O pequeno jipe começa sua jornada encosta acima, rumo ao misterioso arco.
Após vários minutos, o arco fica visível para as câmeras do robô. A formação rochosa parece enorme, mesmo a uma distância de várias centenas de metros. Havia boatos entre os kerbonautas kerbaricanos que visitaram Mun anos antes a respeito de estranhas formações rochosas, mas nenhum dos boatos dava indícios de que seriam tão grandes. Os cientistas kerbrasileiros estão em polvorosa, tentando encontrar explicações para a estranha formação.
Na imagem acima, vocês podem ter uma noção da grandeza do arco em comparação com o pequeno jipe, visível apenas como um pontinho na parte inferior da cena. O mistério do "arco munar" será manchete em todos os jornais kerbrasileiros, e com isso o Kerbuloso I cumpre a sua missão de manter vivo o interesse público no programa.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

















Nenhum comentário:
Postar um comentário